Bom este assunto já há algum tempo me suscita alguns pensamentos:
- A ligação feita pelo ministro da agricultura ao acto do colectivo Verde Eufémia, é completamente descabida e só revela o pavor que forças políticas como PS têm do poder de mobilização que sonham que o Bloco tem ou pode vir ter. O facto de haver pessoas que possam remotamente ser aderentes ou ter algum tipo de ligação com o Bloco não significa nunca que o Bloco possa estar a organizar/impulsionar ou dar apoio logístico a esta acção.
- O facto de o Bloco através da pessoa do Miguel Portas se ter pronunciado contra a questão dos alimentos transgénicos também não significa todos os pressupostos que eu referi acima.
- Outra coisa, foi destruido um hectare de terreno em 50 hectares do terreno, há com certeza muita especulação, empolação e aproveitamento político em torno da destruição do sustento do agricultor e em torno da destruição da plantação que foi feita, um hectare no meio de 50 não é concerteza o mesmo que destruir um hectare numa plantação de 3 hectares.
- Supostamente o Algarve não foi declarado como zona livre de explorações/plantações de transgénicos? que faz esta plantação de muitos hectares com o apoio do estado?
- A posição do Bloco sobre esta questão nunca pôs em questão todos os direitos nem o respeito que o agricultor deve merecer.
- Na minha opinião esta contra informação e este atribuir de culpas serve ao colectivo Verde Eufémia que se viu com uma projecção que nunca, nem nas suas mais remotas hipóteses julgou vir a ter, serve para se continuarem (verde Eufémia) a organizar outro tipos de eventos deste género de acção directa, serve para suscitar a curiosidade das pessoas relativamente a esta questão, serve também ao bloco que assim é visto com um partido/movimento de pessoas que tomam consequências pelas causas que acreditam.